Aplicativos atualizados exploram alta resolução do novo iPad, mas ocupam muito espaço

Explorar detalhes de estrelas, ver o planeta Terra em alta definição e experimentar jogos com imagem similar à de games da atual geração de consoles são algumas das possibilidades gráficas do novo iPad, à venda no Brasil desde a sexta-feira (11).

Desde março, quando a terceira geração do tablet da Apple foi lançada nos EUA, empresas têm lançado aplicativos desenvolvidos para o modelo, buscando tirar o máximo proveito de seu principal trunfo: a tela Retina, de alta resolução.

Por fora, o novo iPad não apresenta muitas modificações em comparação com o modelo anterior. E, em dois aspectos, piorou -ele é ligeiramente mais grosso e mais pesado que o iPad 2.

Mas os cerca de 50 gramas a mais têm desculpa: a tela tem definição superior à de uma televisão com resolução de 1.920×1.080 pixels.

Em comparação com o iPad 2, o modelo atual tem o quádruplo de pixels por polegada –o que garante imagens mais nítidas. A saturação de cores também melhorou: é 40% melhor que a do modelo anterior.

Aplicativos como o iPhoto, de gerenciamento de fotografias, e o iMovie, que possibilita a edição de filmes em 1.080p, tiram especial proveito da alta resolução.

Editoria de Arte/Folhapress

PROGRAMAS “BALOFOS”

Imagens em alta definição têm um preço, cobrado em Mbytes na capacidade de armazenamento do aparelho.

Aplicativos adaptados para o novo iPad ficaram mais pesados. O Pages, para edição de textos e de páginas, passou de 95 para 269 Mbytes, e o iMovie pulou de 70 para 404 Mbytes.

Além disso, vídeos e fotos em resolução maior comem mais memória do tablet da Apple, que tem versões de 16, 32 ou 64 Gbytes –mesmas opções disponíveis no iPad 2.

Com aplicativos e imagens maiores, mas igual capacidade de armazenamento, a tendência é que os tablets da Apple, novos ou antigos, fiquem “lotados” mais rapidamente.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha