out 6 2011
Câncer Pancreático – Entenda a doença que levou Steve Jobs a óbito
Pacientes com o tipo raro de câncer de Steve Jobs, da Apple, enfrentam uma luta mais dura se há uma recorrência da doença por causa dos métodos usados no combate a ela. Ele saiu de licença médica em janeiro depois de anos lutando contra um raro tipo de câncer no pâncreas e outras questões de saúde.
Ele não deu detalhes sobre sua saúde em seu último anúncio.
Ryan Anson/France Presse Steve Jobs mostra a versão branca do iPhone 4 à época do lançamento O tipo de câncer pancreático é causado por um tumor neuroendócrino de células da ilhota.
Jobs teria se submetido a um transplante de fígado em 2009 para combater a disseminação do tumor neuroendócrino. O procedimento é experimental e propício a complicações.
Jobs nunca divulgou publicamente o motivo para seu transplante de fígado.
O médico Simon Lo, diretor de doenças biliares e pancreáticas no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, disse que a complicação grave mais provável depois do transplante de fígado de Jobs seria a metástase do câncer, o que obrigaria Jobs a deixar o seu cargo permanentemente. Lo não tratou de Jobs.
Cerca de 80% dos pacientes que fazem transplantes de fígado para tratar esse tipo de câncer vivem pelo menos cinco anos, segundo a Universidade da Califórnia em San Francisco.
Lo disse que um estudo recente havia mostrado que cerca de três quartos dos pacientes que fazem um transplante de fígado por causa de câncer veem a doença voltar dentro de dois a cinco anos. O câncer pode voltar ao fígado ou para outros órgãos.
As drogas imunossupressoras necessárias para um transplante de fígado também tornam mais difícil para o organismo lutar contra o retorno da doença.
Jobs pode estar “se confrontando com problemas hepáticos relacionados ao transplante de fígado ou ao próprio câncer”, disse Lo. “Quando você coloca os pacientes sob medicação imunossupressora, há sempre o risco de que elas retirem a resistência natural, então o câncer consegue crescer mais rápido.”
Embora esse câncer seja confundido com o câncer de pâncreas, tumores neuroendócrinos têm uma natureza diferente da maior parte dos tumores pancreáticos, que são muito letais e costumam matar 95% dos pacientes em cinco anos.
Os tumores neuroendócrinos são mais fáceis de tratar e menos agressivos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, há apenas 200 a 1.000 novos casos por ano.
Jobs retirou um tumor neuroendócrino em 2004 e disse depois que todo o câncer fora retirado, e que não precisou de quimioterapia nem de radioterapia. Mas ele continuou muito magro.
Fonte: Folha
CÂNCER PANCREÁTICO
CÂNCER DE PÂNCREAS E DAS VIAS BILIARES
Sinônimos e nomes populares:
Neoplasia ou tumor maligno do pâncreas, tumor dos canais biliares, tumor da confluência bile-pancreática.
O QUE É?
Câncer é uma multiplicação desordenada de células em certo(s) órgão(s), podendo levar à formação de uma massa, um tumor. A substituição das células normais por células doentes e o próprio crescimento do tumor ou de suas metástases causam a disfunção do(s) órgão(s) acometido(s) e das estruturas vizinhas. Pela sobreposição de alguns aspetos clínicos, os tumores malignos (câncer) do pâncreas e das vias biliares (vesícula e canais que conduzem a bile) são considerados conjuntamente.
COMO SE DESENVOLVE?
O maior fator de risco conhecido é o cigarro.
A associação do uso de determinados alimentos com o câncer de pâncreas não foi comprovada, até hoje.
A Pancreatite Crônica, o Diabete Melito de longa duração e a Obesidade também aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença.
O câncer de vias biliares, especialmente o tipo conhecido como Colangiocarcinoma, apresenta alguns fatores que, definidamente, aumentam o risco de se desenvolver a doença. São eles:
Infecções parasitárias crônicas das vias biliares (por exemplo, por Áscaris);
Mal-formações congênitas dessas vias;
Doenças como a Colangite Esclerosante e a Retocolite Ulcerativa;
A exposição a certos produtos químicos, usados em fábricas de borracha ou automotivas.
Apesar dessas associações serem conhecidas, não se consegue definir a causa da maior parte dos casos desse tipo de câncer.
Sabe-se apenas que uma pequena minoria dos indivíduos com esses fatores de risco tem a doença e, muitas vezes, ela ocorre em pessoas que não tem risco conhecidamente aumentado.
O QUE SE SENTE?
O sintoma mais comum é uma dor abdominal vaga, de pequena ou média intensidade, localizada na região da “boca do estômago”.
Como esse tipo de dor é acontecimento comum e sem importância, na grande maioria dos casos, essa manifestação só começa a causar preocupação quando outros sintomas e sinais aparecem.
Assim, surgem a perda de peso e a icterícia (coloração amarelada da mucosa e da pele). Outras manifestações menos comuns são diarréia, tromboflebites migratórias (em locais diversos) e diabete.
COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?
A partir das queixas do paciente, o médico, suspeitando do diagnóstico, pode ver o tumor através da ecografia abdominal (ultrassonografia), da tomografia computadorizada ou da ressonância magnética.
Tumores pequenos, muitas vezes, não são vistos por esses métodos.
Nesses casos, a CPER (Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada) ou a colangiorressonância magnética podem dar o diagnóstico.
A colangiografia endoscópica é realizada através da introdução pela boca de um aparelho (endoscópio) que vai até o duodeno, onde desembocam os canais biliares e pancreáticos na chamada Papila de Vater. Através da papila com auxílio de um cateter é injetado contraste dentro da via biliar e dos ductos pancreáticos. Dessa forma obtém-se uma imagem por Rx que mostra locais obstruídos que correspondem ao tumor.
Para confirmação definitiva do diagnóstico, geralmente é necessária a obtenção, através de endoscopia, de punção guiada por ecografia ou mesmo de cirurgia, de um pequeno fragmento da lesão (biópsia) para análise no microscópio.
Certos exames de sangue, como o CA 19-9 e antígeno carcinoaembriônico (CEA), podem ser feitos na suspeita de um câncer de pâncreas, mas isoladamente não confirmam, tampouco excluem o diagnóstico.
COMO SE TRATA?
O tratamento desse tipo de câncer é através de cirurgia, com retirada, sempre que possível, de todo tumor. A cirurgia de escolha é chamada duodenopancreatectomia e envolve a retirada de parte do pâncreas, do duodeno e do colédoco.
Quando não é possível a retirada de todo o tumor, geralmente por invasão de outros órgãos ou pela presença de metástases, a cirurgia pode ser feita para tratar ou evitar a obstrução da passagem da bile e dos alimentos. Dessa forma, evitam-se alguns dos principais desconfortos trazidos pela progressão da doença, como a icterícia e o conseqüente prurido (coceira), e a incapacidade de alimentação.
Outra forma de desobstrução da via biliar, quando uma cirurgia é muito arriscada ou não trará benefícios ao paciente, é a colocação de um pequeno tubo na via biliar, permitindo assim o livre fluxo da bile para o duodeno (parte inicial do intestino).
Novos esquemas de quimioterapia, associados ou não a radioterapia, têm-se mostrado úteis na tentativa de aumentar o tempo de vida dos pacientes. Entretanto, esses métodos não foram capazes de curar a doença, sendo alternativas para casos onde a cirurgia com intenção de cura não é mais possível.
Até o momento, esses métodos não foram capazes de curar a doença, sendo alternativas para casos onde a cirurgia com intenção de cura não é mais possível.
COMO SE PREVINE?
Não há forma conhecida de se evitar esse tipo de câncer ou de o detectar precocemente com exames de rotina.
Evitando-se os fatores de risco descritos acima, tenta-se diminuir o risco da doença.
PERGUNTAS QUE VOCÊ PODE FAZER AO SEU MÉDICO
Por que a pele e os olhos ficam amarelos?
Existe risco para as pessoas próximas?
Existe tratamento para essa doença?
Se eu for operado, o que vai ser feito na cirurgia?
Vou precisar de quimioterapia ou radioterapia?
FONTE: abcdasaude
O que é Câncer de Pâncreas
O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, que fica na parte superior do abdômen e atrás do estômago. O pâncreas é responsável pela produção de enzimas, que agem na digestão dos alimentos, e pela insulina, o hormônio responsável pela diminuição do nível de acúcar no sangue. O pâncreas didaticamente é dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo).
A maior parte dos cânceres de pâncreas começam nos chamados ductos pancreáticos sendo principalmente adenocarcinomas e aparecem na cabeça, no colo e no local que tem forma de unha do pâncreas. Os cistoadenocarcinomas, em geral, se apresentam como grandes massas e têm um prognóstico melhor quando comparados com o adenocarcinoma.
Os adenocarcinomas fazem metástase precocemente para os linfonodos. Quando é feito o diagnóstico do câncer pancreático, muitos pacientes já apresentam metástase hepática. A história natural do câncer de pâncreas é evoluir com metástases linfonodais na maioria dos casos, além de comprometer o fígado, o peritônio, os pulmões e pleura e a supra-renal.
Por isso, o câncer de pâncreas é altamente letal, talvez porque parece benigno, mas não é e quando se descobre o câncer pancreático já é tarde.
Os tumores de pâncreas são raros antes dos 30 anos e mais comuns entre os 60 e 70 anos de idade. As taxas de incidência aumentam bastante com o avanço da idade, segundo dados da União Internacional Contra o Câncer (UICC).
A cirurgia é, atualmente, a única possibilidade de cura que existe. A radioterapia e a quimioterapia são alternativas para quem não pode ser operado, mas não são igualmente efetivas.
Como acontece com a maioria de tumores malignos, os sintomas do câncer de pâncreas não aparecem até que o tumor cresça o suficiente para alterar as funções dos órgãos próximos. Por isso, procurar um médico assim que algumas alterações sejam percebidas no organismo é sempre a melhor forma de evitar o desenvolvimento do câncer.
Fonte: oncoguia
Entenda mais sobre esse tipo de câncer, neste site - http://pancreasymas.blogspot.com/
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