Maior é mesmo melhor?

Uia! Polêmica direto no título. Calma, vamos nos ater aos gadgets nessa conversa.

Até então, a maioria dos produtos tecnológicos vinham numa chamada miniaturização que parecia não ter limites. O próprio iPod, por exemplo, começou bem gorduchinho, foi emagrecendo, ganhou uma versão menor (mini), depois menor ainda (nano), depois incrívelmente menor (shuffle) até que esta versão, a menor da menor, conseguiu ficar ridículamente pequena. Mas aí veio o iPod touch, o iPhone, o iPad, e monitores com telas cada vez maiores e esse processo parece ter invertido um pouco.

 

Mas, será que hoje em dia a mania passou a ser a maximização de gadgets? Olha, eu diria que o mercado tá uma zona. Smartphones, celulares inteligentes que DEVERIAM caber no seu bolso, estão com telas de 4 ou até 5 polegadas. Já as tablets ainda não se decidiram se querem ficar maiores ou menores. O que foi “iniciado” com o iPad com 9,7″ já foi pra 10.1″ como também para 7″.

Não sei se eu acho isso uma falta de conhecimento de seus consumidores, por parte do mercado, ou se essas empresas realmente resolveram atirar para todos os lados, oferecendo 427 versões diferentes de seus produtos com escalonagens de tela e configurações bizarras.

Acho que chegamos naquela histórinha:

— Opa! Me vê uma Pepsi?
— Você quer Pepsi Light, Pepsi Descafeinada, Descafeinada Light ou normal?
— Ah deixa, me dá uma Coca!

A situação, no caso dos tablets da Samsung, é que não importa o tamanho da tela, ele ainda terá outras opções de acordo com o tamanho, o sistema muda, resolução muda. É tanta variável que confunde, embola o meio de campo e o mais importante, a cabeça do consumidor.

Eu odeio quando me vejo em uma situação onde preciso escolher dentre 300 opções. Me dê duas ou três e eu escolho fácil. Me dê mais de 5 alternativas e eu já me complico todo e não vou levar tal produto na hora. Vou pra casa esquentar a cabeça analisando a melhor alternativa e voltar para fechar a compra.

No site da Samsung eu achei 9 versões diferentes do Galaxy Tab, sem contar as alternativas de cor ou capacidade. Mas você vai e me diz, “ah! mas existem diversos modelos de iPads”. Ok, existem diversos SKUs, mas pro consumidor isso fica fácil fácil de entender: A Apple separa em WiFi ou WiFi + 3G, Preto ou Branco e então a Capacidade (16GB, 32GB e 64GB). Pronto. Só isso. Não preciso me preocupar com tamanho da tela, resolução, processador, memória, sistema, etc.

Tente escolher entre SCH-I800, SCH-I905, SPH-P100, GT-P1010/W16, GT-P7510/M16, SGH-I987, SGH-T849, GT-P7310/M16 e SCH-I800. Se enrolou? Isso porquê eu não falei os nomes “simplificados” desses modelos.

Bem, não estou aqui pra meter o pau na Samsung e no Galaxy Tab, nem mesmo para idolatrar o iPad, a questão inicial era: Maior é mesmo melhor? Não sei, um celular deve caber no bolso, um tablet deve ter uma área bacana para o toque e para a interface dos aplicativos, então é algo relativo. Não acho que celulares muito grandes sejam legais, nem que tablets muito pequenas sejam ideais.

Ter mais opções e configurações realmente vai fazer diferença? Pra mim, ter mais opções pode até fazer com que determinado produto pareça mais correto e alcance mais tipos de consumidores. Mas não necessariamente venderá um volume maior e, quando há muita opção, até a empresa acaba se enrolando e o resto desanda.

De novo, isso é um assunto que rende uma boa conversa, pois cada pessoa tem uma visão, cada consumidor tem sua necessidade. Mas até que ponto sua necessidade influencia na compra de produtos como esses?

[Appleaddicted]