Apple vai licenciar Mac OS X para montadoras de PCs em 24 meses, diz Dougit Design

Garimpoando na NET, achei estas duas  matarias publicadas no Apple.ania.info e creio que mesmo que isso não seja a vontade do “users” digamos mais “radicais” da “maça”, não deixa de ser uma verdade, e um assunto já bem “velho” digamos assim, pois o mesmo e especulado já a um bom tempo.

Como vocês vão ver neste artigo, o assunto gera muito controvérsia mesmo, pois iremos publicar dois textos com opiniões completamente divergentes, isso é apenas um fatia de como a opinião sobre o assunto é tratada mundo afora, Leiam tudo e tirem suas próprias conclusões.

PARTE I – à FAVOR

“Se a Apple quiser manter-se lucrativa em nossa economia em crise, vai ter que começar a licenciar seu fantástico sistema operacional a outros fabricantes de hardware e a seususuários finais. Ou deixar que os donos desses PCs continuem ‘torrenciando’ o sistema operacional do Mac de graça!”

“Primeiro, tivemos a mudança para a Intel como fornecedora de CPUs para o Mac. Depois, veio aPsystar. A seguir, o plugue EFi-X. Jogue tudo isso numa bacia de Hackintosh, misture e derrame na forma de um Mac recente que é, na minha humilde opinião, menos que o melhor, asse a 350 graus no forno de uma economia em depressão por um ano ou dois e, logo depois, o mestre-cuca, que logo poderá deixar de ser Steve Jobs, retira o sistema operacional do Mac do forno e vende um pedaço do bolo a qualquer fabricante de hardware de computador ou usuário individual que pague por ele”, diz artigo publicado no blog da Dougit Design.

O autor, que se diz usuário de Mac por toda a vida, acha que a possibilidade faz sentido considerando-se uma eventual intenção de abrir o sistema operacional do Macintosh ao resto do mundo PC. “Isso porque, por nenhum outro motivo, neste exato instante parte do mundo PC está comendo um pedaço do bolo do Mac sem pagar por isso. Faz sentido por outros motivos também. Não é por acaso que temos Coca-Cola e Pepsi, McDonalds e Burger King, Playstation e Wii. Num mundo de consolidação corporativa, é preciso haver pelo menos dois grandes jogadores em qualquer mercado. Se houver menos que dois grandes jogadores — e devo destacar a palavra ‘grande’ — em qualquer mercado, as pessoas logo começam a gritar ‘monopólio’ e a olhar o jogador único com desdém se não houver concorrência. O tipo de desprezo, às vezes infundado, por empresas monopolizadoras é a força motriz por trás de boa parte da antipatia pela Microsoft”.

O autor não acha surpreendente a desconfiança da Apple de que há alguém com muito dinheiro pagando os caros advogados que defendem a Psystar no processo de violação de copyright movido pela Apple. “Eu não ficaria surpreso se, mais tarde, vazasse a informação de que os endinheirados ocultos sejam de um grupo clandestino de dentro da própria Apple! Steve Jobs pode ainda ser o rei e capitão da Apple, mas isso não significa que não possa haver algum tipo de motim nos escalões inferiores, especialmente se a tripulação achasse que algum tipo de rebelião contra o capitão pudesse ser a melhor opção para a sobrevivência do navio ou do reino. Mesmo que não seja uma rebelião ou mesmo um plano elaborado corporativamente dentro da própria Apple por gente de muito dinheiro, a Psystar está sendo apoiada por algum grupo com poder para moldar e influenciar toda uma sociedade”.

E quanto ao Linux? O autor descarta o sistema operacional do pinguim como jogador a ser levado a sério. “O Linux e todas as suas várias distribuições são como uma terceira perna. Para começar, todas as variações do Linux são simplesmente conchas do Unix, que é exatamente o que o Mac OS X é: uma concha do Unix, e uma concha que, de longe, é a melhor e mais fácil de usar e a única dotada de uma ampla gama de opções de software comercial já escritos para ele. Além disso, o Linux estará aí para aqueles geeks que, seguindo minha analogia acima, preferem frequentar o Jack In The Box ou o Wendy’s [outra cadeia americana de lanchonetes]. Mas o Linux jamais será um jogador sério. Haverá apenas dois”.

O autor conclui seu artigo ponderando que hoje em dia, para a maioria dos fervorosos defensores da Apple, o argumento principal continua sendo o sistema operacional. “É ele, e não o hardware, a característica que distingue a Apple nos dias de hoje e creio firmemente que, que a Apple quiser manter-se lucrativa em nossa economia em crise, vai ter que começar a licenciar seu fantástico sistema operacional a outros fabricantes de hardware e seus usuários finais. Ou deixar que os donos desses PCs continuem ‘torrenciando’ o sistema operacional do Mac de graça!”.

Mais detalhes no artigo completo do Dougit Design.

PARTE II – Contra - Por que a Apple não vai licenciar o Mac OS X

 

 

 “A discussão sobre se a Apple deve ou não licenciar seu sistema operacional é quase tão antiga quanto a própria empresa. Ficou famoso o conselho dado por Bill Gates à empresa para que o fizesse. Ficou famoso o fato de ter sido ignorado pela Apple e, então, ter ido sozinho dominar o mercado com o Windows. Mesmo hoje em dia, alguns comentaristas recomendam à empresa que licencie seu sistema operacional a fim de consquistar mais mercado. Tais argumentos parecem basear-se na premissa de que, para que a Apple seja verdadeiramente bem sucedida, precisa alcançar [a Microsoft] em mercado. Nem tanto”, diz Seb Janacek em artigo publicado no Silicon.com.

Ele argumenta que a Apple não o fará porque não tem interesse em desafiar o Windows, que seria um alvo fácil demais. “É mais apropriado dizer que a Apple está concorrendo contra os fabricantes de PC — Dell, HP, Lenovo e outros. Até sua campanha de marketing ‘Get a Mac’ é mal compreendida nesse aspecto”.

Janacek acha que não há a menor chance de que a Apple eventualmente venha a licenciar seu sistema operacional para outros fabricantes de PC. “Licenciar o OS X diluiria as vendas de Macs e a empresa está vendendo Macs como nunca. Se hardware é o que dá dinheiro à empresa, o sistema operacional e o software são o porquê”.

Janacek cita recente declaração dada a analistas por Steve Jobs, diretor-presidente da Apple, para reforçar seu argumento. Jobs disse: “Temos experimentado grande sucesso concentrando-nos em certos segmentos do mercado e não tentando ser tudo para todo mundo, por isso acho que você pode esperar que nos mantenhamos agarrados a essa estratégia vencedora e continuemos a adicionar mais e mais valor a tais produtos nessas bases de usuários que escolhemos servir”.

Janacek comenta a declaração de Jobs dizendo que a Apple optou por oferecer uma solução tudo-em-um limitada ao segmento mais lucrativo do mercado, e não àquele motivado inteiramente pelo preço. “Ela dá também um recado claro para outros clonadores de Mac em potencial [referindo-se à Psystar]: o OS X é do Mac. Ponto”.

Mais detalhes no artigo completo de Janacek.